
Luquinhas sempre gostou muito de desenhar. Numa folha
de papel desenhava cenários, casas, pessoas, bichos. Mas o que mais gostava de
fazer era criar personagens. O mais legal deles era o Capitão Dez.
O Capitão Dez era um super-herói muito forte e
capaz de voar. Sua principal missão era salvar o mundo do terrível Doutor
Maligno, que era muito inteligente e sabia criar robôs e máquinas perigosas
para cometer atrocidades. Mas haviam outros vilões e, até, alguns seres de
outros planetas que vinham dar trabalho ao herói.
Luquinhas já perdeu a conta de quantas histórias em
quadrinhos desenhou com o incrível Capitão Dez. Eram pequenos gibis, de quatro páginas, que ele tirava cópias, em preto e branco mesmo, e distribuía para todos na
escola. Um sucesso! Até o Tonhão Valentão, que não ia muito com a cara do
Luquinhas (nem de ninguém), pedia um exemplar e se divertia com as estórias.
Tonhão não sabia, mas um dos inimigos do Capitão Dez, um vilão grande e
abobalhado chamado Bufão, foi inspirado nele.
Um dia, o professor de artes passou um trabalho
valendo nota: a classe teria de se reunir em grupos e produzir um pequeno
filme, desses curtinhos, sobre qualquer assunto. O grupo do Luquinhas nem
pensou em outra coisa. Era hora de “dar vida” ao Capitão Dez. Com efeitos
especiais toscos, cenários feitos de papelão, maquiagens engraçadas e uma
semana de filmagens depois, o Capitão Dez até que fez bonito. Todo mundo
assistiu. A diretora da escola até pediu uma cópia para guardar na biblioteca.
Como é gostoso dar asas à imaginação! Luquinhas já
pensava em brinquedos do Capitão Dez, filmes para o cinema do Capitão Dez, vídeo-game
do Capitão Dez. Luquinhas sempre foi muito sonhador. E quem sabe o que o futuro
pode reservar, né?